Rancho Rosas de Vila Franca da Beira

 ( dados obtidos a partir do Facebook)

Vila Franca da Beira situa-se na zona da Cordinha, Concelho de Oliveira do Hospital, pertence ao distrito de Coimbra embora se encontre na linha de transição entre a Beira Alta e a Beira Litoral.

O rancho foi fundado em Maio de 1986, pela D. Miquelina Dinis, que andava de porta em porta a pedir aos miúdos e aos músicos para dançarem e cantarem no projecto do rancho que se estava a formar.

Ergue-se assim o Rancho Infantil e Juvenil Rosas de Vila Franca da Beira, que, durante alguns anos enfrentou várias dificuldades de nível financeiro e logístico. Só a preserverança e empenho dos colaboradores em não deixar esquecer os usos e costumes da região fez com que este rancho tivesse continuidade, estando hoje em pleno funcionamento.

Organizou em 1991, o seu primeiro encontro de folclore, e em 1992 o primeiro festival de folclore, em Vila Franca da Beira.

São evocadas e homenageadas no rancho as diferentes classes sociais e as principais profissões, intimamente ligadas ao clima e geografia da região.

Estão assim representados os noivos, os domingueiros e romeiros, senhores de algum porte e de alta e média sociedade, o tanoeiro que fazia pipas e cubas para armazenar o vinho, o pastor que ia com o seu rebanho para os pastos da Serra da Estrela, a queijeira, esposa do pastor que produzia o queijo e seus derivados, o tecelão e a tecedeira que cultivavam o linho e faziam as cobertas e tapetes de fita de linho, a ceifeira, o aguadeiro, e o resineiro, entre tantos outros, sempre preservando, orgulhosamente, a sua etnografia, as suas tradições e os trajes usados pelos seus antepassados.

O vestuário característico das profissões de índole agrícola era rude e com tecidos mais grosseiros e nos pés os tamancos típicos da serra. Os homens vestem calças de Saragoça e o chamado riscado, camisa às riscas, lenço vermelho de tabaqueiro ao pescoço, colete escuro, botas ou tamancos e chapéu preto ou boina. As mulheres vestem saias compridas de lã ou chita escuro, camisa florida, xailes, lenço florido na cabeça, meias de lã e tamancas. Para ir às festas e romarias usavam-se peças mais elaboradas, mas de cor escura, podendo assim servir para outras ocasiões. Os Noivos usam trajes de festa e algum ouro, a noiva usa saia e casaco preto, blusa branca com renda, meias brancas de renda, luvas brancas, véu que prende na nuca e sapatos pretos, o noivo veste um casaco de fato preto, colete, calças e camisa branca, com gola de padre, sapatos pretos, chapéu preto, laço preto e um guarda-chuva preto para proteger a noiva.

Nas coreografias encontramos, sobretudo, danças de roda, e o vira da cordinha, e o pastor, que são modas típicas da região.

Ao longo destes anos o rancho tem participado em inúmeros encontros e festivais de folclore de norte a sul do país, tendo-se deslocado também à Alemanha para uma actuação internacional.

As instalações da União Desportiva e Tuna Vilafranquense são a sede deste rancho, que conta actualmente, com cerca de 35 elementos com idades que vão dos 10 aos 80 anos de idade.