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RESUMO HISTÓRICO
A Freguesia de Vila Franca da Beira foi criada em
1988. Até esta data, a população estava integrada na freguesia do
Ervedal da Beira, daí o seu antigo nome “Vila Franca do Ervedal da
Beira”. Hoje é uma Freguesia independente, integrada no Município de
Oliveira do Hospital, confluindo neste com as freguesias de Seixo da
Beira, Ervedal da Beira e Lagares da Beira.
Vila Franca da Beira tem por Orago Santa Margarida, Virgem mártir.
Margarida (chamada Marina do Oriente) foi uma das santas mais populares
dos fins da Idade Média no Ocidente, mas não há evidências seguras da
sua existência. A sua história é um romance fictício; relata que no
Reinado de Deocleciano, um sacerdote pagão de Antioquia da Pisídia tinha
uma filha cristã, Margarida. Ela rejeitou o cortejamento do prefeito
Olíbrio que assim a denunciou como cristã. As provações que então sofreu
são das mais fabulosas descrições (incluindo ter sido engolida por
Satanás sob a forma de um dragão); finalmente foi decapitada. Esta
fábula professa ter sido escrita por uma testemunha ocular, o criado de
Margarida, Teotimus. Há pontos semelhantes entre os cultos desta
Margarida e o de Catarina de Alexandria; na Idade Média foram por vezes
representadas juntas. Em Vila Franca da Beira diz-se que Santa Margarida
apareceu no local hoje designado de Outeiro de Santa Margarida, um
pequena colina no topo Norte da povoação.
A origem de Vila Franca da Beira recua aos tempos da pré-história,
conforme o atestam os vários monumentos megalíticos (antas ou dólmens)
que ainda se encontram nas áreas circundantes. Tratar-se-á,
provavelmente, de um povoação castreja, erguida sobre uma pequena
colina, com zona de prados e zonas de mato, e onde não faltavam os
lameiros, indispensáveis à manutenção da população pastoril.
O próprio topónimo, Vila Franca, demonstra essa precocidade. No Vale
da Corredoira, caminho que liga Vila Franca da Beira à Ponte do Buraco,
encontram-se vestígios de calçada, que alguns autores têm dado como
romana, mas que poderá não passar de uma via medieval ou até posterior.
Para alguns autores, no entanto, foram os visigodos os primeiros
habitantes da freguesia, mas há também quem não duvide que as primeiras
casas de Vila Franca foram edificadas sobre um castro lusitano. Em 1190,
a Rainha D. Dulce, mulher de D. Sancho I, doou a povoação, juntamente
com a de Ervedal, à Albergaria de Poiares, razão porque se incluía nos
séculos XIII – XIV na Honra de Ervedal, não fazendo qualquer foro à
Coroa. Ao longo dos séculos, Vila Franca da Beira, antes Urrâes ou
Currães, esteve integrada nesta Honra, retirando daí os privilégios
decorrentes do facto de estar num território privilegiado.
Do património desta freguesia destaca-se a capela de Nossa Senhora da
Conceição, cuja construção se iniciou em 1886 e terminou em 1902, e que
tem como padroeira Santa Margarida.
Das actividades económicas a que a população de Vila Franca da Beira
se dedica, dever-se-ão salientar a agricultura, a vitivinicultura, a
olivicultura e os artigos de artesanato, como sejam a tanoaria e a
fiação. É bastante célebre o queijo da serra, aqui fabricado em oito
queijarias artesanais.
Nota:- esta é a versão também apurada pela mesma Comissão de
Heráldica.
Pel’ a Freguesia
O Presidente da Junta
( João Dinis ) |
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DESCRIÇÃO DE SIMBOLOGIA DO BRASÃO DA FREGUESIA
ESCUDO: de ouro.
COROA MURAL: de prata de três torres.
LISTEL: branco, com a legenda a negro “VILA FRANCA DA BEIRA”
BANDEIRA: azul, Cordão e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro.
MOTIVOS:
Ovelha
Monte e Dragão Engolindo Cruz
OVELHA:
Representa a pastorícia e o célebre queijo, fabricado em oito queijarias
artesanais existentes na Freguesia.
MONTE E DRAGÃO ENGOLINDO CRUZ:
Representam o orago da Freguesia, Santa Margarida, cuja história conta ter
sido engolida por Satanás, sob a forma de um dragão. Em Vila Franca da
Beira diz-se que Santa Margarida apareceu no local hoje designado de
Outeiro de Santa Margarida, uma pequena colina no topo Norte da
Povoação.
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