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Com um passado que se conta por milhares de anos, o
seu espólio arqueológico foi sendo destruído ao longo dos tempos. O
último vestígio conhecido, um monumento megalítico existente no
cabeço denominado arcainha ( local onde hoje se situa a Escola
Primária) , deu lugar ( decerto por desconhecimento, do seu valor
histórico ) à plantação de uma vinha, não deixando qualquer
resquício da sua existência às gerações vindouras.
VILA FRANCA
nome pelo qual foi conhecida aquando da sua compra, (
a vilãos-
herdadores que então a povoavam), conjuntamente com o Ervedal, efectuada
pela Rainha D. Dulce, mulher de D. Sancho I, em 1190 e que
posteriormente as doou à Albergaria de Poiares.
Foi por este facto , nos séculos XIII/XIV , incluída na "
Honra do Couto do Ervedal ".
Nesta época a Corte residia em Coimbra e julga-se que o seu Bispo,
D. Martim Gonçalves, seria natural de Vila Franca, o que facilita
compreender a razão desta compra pela Rainha.
URRAIS
Aparece com esta denominação no Censo da População do Reino,
mandado fazer por D. João III, em 1527. A povoação contava com 31
moradores, enquanto Oliveira do Hospital, por exemplo, contava 110
moradores.
O Vigário era a entidade a quem competia a atribuição, entre
outras, dos nomes das povoações e fazia-o a seu belo prazer com
inteiro desrespeito pelas regras já existentes. Assim, e ao longo das
várias épocas, surgem nomes, alguns de duvidoso significado, que
julgamos terem sido dados à nossa Terra.
O Concílio de Trento (1545-1563) obrigou o uso de regras na
atribuição de nomes.
Em 1606, Vila Franca passou do domínio do Mosteiro
de Santa Cruz, para o poder da Universidade de Coimbra, até ao século
XIX, época em que passou para a Coroa.
VILA FRANCA
Só em 1682, ficou com o nome definitivo de Vila Franca, devido à
generosidade e nobreza dos seus habitantes, sempre hospitaleiros.
Na Idade Média os povos marcados por estas características
adquiriam direitos ( franquias ) traduzidos alguns por isenção de
pagamentos de dízimos eclesiásticos e à nobreza, assim como de
impostos comerciais.
VILA FRANCA DO ERVEDAL DA BEIRA
Situada a 2,5 Km do Ervedal, Vila Franca que era " Terra de
Ninguém " e " Livre " esteve, no entanto sempre ligada a
esta freguesia desde a sua compra (cerca de 800 anos ). Daí a inclusão
, no seu nome ,dos termos " do Ervedal da Beira ".
VILA FRANCA DA BEIRA
Em 12/09/1978, depois de várias manifestações da vontade popular,
tornou-se onomasticamente individualizada, passando a ser tratada como
Vila Franca da Beira, o que foi considerado pelas gentes da aldeia como
um sinal de carta de pré-alforria.
Muito ou quase tudo se deve, neste campo, ao saudoso. Dr. António
Marques Frade. A este ilustre filho desta Terra, que residia em Coimbra
, onde movia as suas muitas influências, se devem também as melhorias
efectuadas no que concerne a abastecimento de água em rede pública, a
instalação de rede de esgotos, e a calcetamento de ruas, melhorias
estas que devem ter contribuído em grande parte para a elevação de
Vila Franca da Beira à categoria de freguesia, o que viria a
verificar-se pela Lei 69/88 de 23 de Maio.
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Devido a dificuldades de vária ordem
que o nosso país atravessou, na primeira metade do século XX
verificou-se um grande surto de emigração para a América, Brasil e
África (ex-colónias e Congos),
que foi, durante a 2ª metade do mesmo século, direccionada
fundamentalmente para a Europa, hoje dita comunitária. Também aqui se
deu o fenómeno da "desertificação", com a procura de melhor
vida, na faixa do litoral do país. Nomeadamente para o Porto, Lisboa, Barreiro,
etc.
No verão e em tempos festivos,
os
nossos emigrantes voltam para matar saudades dos seus familiares e
amigos reanimando a nossa Vila,
trazendo-lhe mais "vida" e alegria.
Constata-se actualmente um certo
"regresso às origens", evidenciado pela construção de novas
habitações e recuperação de muitas antigas. Também se nota, com
bastante agrado, o aparecimento de uma nova leva de juventude.
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