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10 – Ao período de construção
e equipamento inicial da nova Sede, correspondeu uma intensa actividade
de Sócios e Amigos da União:- foram as várias subscrições públicas
para angariar dinheiro, foram "jornadas de trabalho (e de muito
trabalho...) voluntário"; foram dádivas de materiais de construção;
foram as representações do |
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O "Rancho" que iniciou actividade nas
comemorações do Cinquentenário - 1984 |
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"Grupo Cénico
Vilafranquense" destinadas a angariar fundos; enfim, foi a total
cooperação de Vilafranquenses e Amigos na concretização do novo edifício
da Sede da UDV, ainda hoje um dos maiores da região.
10.1 – Como apontamento:-
nesse processo há registo de uma "Subscrição Feminina para
Compra da Telha para a Sede" (nova) em que as mulheres contribuíram
com 2 692$00 como "quota-parte" para a compra dessa telha.
10.2 – Nesta fase de enorme
esforço colectivo, assumiram particular destaque a acção do então
presidente da UDV, César de Almeida Figueiredo, "César
Aires", e do "ensaiador" e principal animador do
"Grupo Cénico" dessa época, Manuel Dinis, "Né".
10.3 – Em 1958, já na Sede
nova, o "Grupo Cénico" de então, ensaia e leva à cena, com
grande êxito, "O Comissário de Polícia", peça considerada
como muito exigente em termos de desempenhos.
10.4 – Testemunhos dizem-nos
que a "quota" mensal dos Sócios passou para 2$50 quando abriu
a nova Sede.
10.5 – Todavia, neste período
houve um "incidente" entre a Direcção e os jovens da equipa
de futebol. Não havia equipamentos completos ( apesar das
"chuteiras" travejadas normalmente serem por conta dos próprios
jogadores, sendo que a União por vezes lá ia pagando os consertos...)
e também não havia dinheiro disponível para os comprar pois era dada
toda a prioridade às obras na Sede nova... Então, os Jovens
colectaram-se compraram eles uns equipamentos de futebol novos e
perfeitamente distintos dos da União. Constituiram-se no grupo "Os
Estrelas Vermelhas" ( a camisola desse equipamento ostentava uma
estrela como emblema...) e, durante uns dois anos, reuniram fora da Sede
nova da União e apenas utilizavam o Campo para os desafios. |
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Carlos "Sacristão" actua na parte das
"Variedades" num espectáculo na Sede. Anos 80. |
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– Em 1968, sob o impulso de Manuel Augusto da Silva, "Adão",
é começada a vedação do actual "Campo das Carvalhas" que foi
sendo melhorado.
12 – Em 1975 / 76 um novo ( e
bom ) grupo de "teatro e variedades" surgiu ligado fisicamente
à União, pois era lá que ensaiava e actuava, embora viesse a acabar
precocemente devido a (fortes) divergências entre o respectivo
"ensaiador", António Manuel, e a Direcção da União. |
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13 – Em 1976 / 77 a então
"União Desportiva Vilafranquense" disputa, pela primeira vez, o
Campeonato Distrital da III Divisão, da Associação de Futebol de
Coimbra.
13.1 – Foi grande a
"trabalheira" com esta III Divisão do Futebol Distrital. Como
apontamento, registar que durante duas ou três dessas "épocas"
houve jogadores que se deslocavam, em automóvel, da cidade do Porto. Na
altura eram quase três horas num sentido e mais três horas no outro. Um
deles foi Victor Frade ( que é natural de Vila Franca ) que, mais tarde,
viria a assumir as funções de preparador físico principal do Boavista
Futebol Clube e do Futebol Clube do Porto.
13.2 – A União saiu desse
campeonato em 1981, após 5 épocas sem grandes sucessos desportivos (
apesar de ter apresentado boas equipas ).
14 – Em 1978, 1979 e 1980
realizam-se os "Festivais de Paraquedismo", iniciativas
espectaculares e pioneiras na região ( há medalha evocativa ).
14.1 – No terceiro deles,
designado de "Festival Internacional de Paraquedismo",
participou um grupo Espanhol ( Valladolid ).
14.2 – Para concretizar estes
três Festivais, houve um bom esforço colectivo mas os impulsionadores
principais foram António Augusto Tavares Simões e Luís Carlos Borges da
Silva ( este último fora paraquedista na tropa...). |
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15 – Em 1984 comemora-se o
"Cinquentenário" da União, com a Direcção da época a
realizar, ao longo desse ano, uma série de iniciativas comemorativas da
efeméride:
15.1 – Houve "sessão
solene" na Sede seguida de romagem ao Cemitério em memória dos Sócios
já falecidos. |
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Actuação da Tuna nas Comemorações do
Cinquentenário - Dezembro de 1984 |
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Houve "campanha de
fundos", cunhagem de medalha evocativa e, sobretudo, houve grande
actividade:- foram criadas "secções", formada uma Tuna ( a
terceira ) e um "rancho folclórico". Reactivaram-se
as "récitas" teatrais, com Carlos Dinis Monteiro,
"Cadimo", a "ensaiar" a parte teatral e Manuel Dinis,
"Né", a parte musical, do Rancho. As crianças da Escola Primária
tiveram actividades alusivas. Até houve revisão de Estatutos e aprovação
de um "Regulamento Interno". Os tradicionais Festejos Anuais
foram mais animados. A Sede, nesse ano de 1984, só não abriu na noite de
Natal. Alguns desses acontecimentos foram registados em vídeo ( por
Manuel Escada, "Manesca") facto que, à época, fez furor...
Foi dado o nome da "Rua da
União" à rua da Sede.
15.2 – É nesse mesmo ano que,
pela primeira vez, uma mulher, Iracema Dinis, integra os Órgãos Sociais
como Presidente da Mesa da Assembleia Geral.
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